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Manual sobre Culdados
e Usos de Animals de Laboratorio
Institute of Laboratory Animal Resources
Commission on Life Sciences
National Research Council
Edicao em portugues - Goiania - Goias - Brasil
pela AAALAC e COBEA, 2003
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NATIONAL ACADEMY PRESS
· 2101 Constitution Avenue, NW - Washington, DC 20418
O projeto que deu origem a este relardrio foi aprovado pela Diretoria do National
Research Com~cil, cuj os membros integram os Conselhos da National Academy of Sciences,
da Narional Academy uf Engineering e do Insnrure of Medicine Escolheram-se os membros
da comissao responsavel pelo relardrio com base em suas comperencias espedficas visando
.r um equilibrio do conreudo
Registre-se que esre relatSrio foi revisado por um outro grupo que n3O o dos
autores, de acordo com os procedimentos aprovados pela Comissao de Revisao do Relar6-
rio cons~iruida por membros da Nariona Academy of Sciences, da Narional Academy of
Engmeering e do Institure of Medicme
Os seguin~es organismos riveram participafao nesre esmHo Compararive Medicine
Program, Narional Cenrer for Research Resources, interagency Research Animal Commi~ree,
Of fice for Protection from Research Risks, Narional Instim~es of Hcalth/Departmen~ of
Heal~h and Human Scrvices, U. S. Deparunenr of Agriculmre, e Deparrmen~ of Vereran
Afhirs O hnanciamenro foi concedido pelo Comparative Medicine Program, Narional
Cen~er for Research Resources, arraves do arsteio NIH RR08779-02
Os recursos principals foram fornecidos ao institute of Laboratory Animal Resnurces
pelo Compararive Medicine Program, Narional Cenrer for Research Resources, National
Instirutes of Health, arraves do custeio n ~ SP40RR0 l 37; pela National Science Foundation,
por meio do custeio n ~ BIR-9024967; pelo U S. Army Medica Research and Developmenr
Command B. que atua como agencia principal para os financiamentos conseguidos pelo
U S. Deparonenc of Defense que, por sua vez, provem tambem do Human Systems Division
do U S Air Force Sysrems Command, do Armed Forces Radiobiology Research Institure,
da Uniformed Services University of rhe Health Sciences e do U S. Naval Medical Research
and Developmenr Command medianre o custelo de n~ DAMD17-93-J-3016; e pelo
Research Projecr Gran~ #RC-1-34 da American Cancer Society
Convem assinalar que quaisquer opinides, conclusfies ou recomendacces consran-
tes nesra publicacao nao refletem necessariamente o ponto de vista do Departmen~ of
Heal~h and Human Services (DHHS) ou de outros parrocinadores, rampouco a menSao de
nomes e produros comerciais ou de organizaci es implica o endosso destes por parte do
governo dos Esrados Unidos ou de ourros patrocinadores
Inrernational Srandard Book Number 0-309-05377-3
Impresso em Goiania- Goias Brasil
Copyrighr 1996 by rhe Narional Academy of Sciences Todos os direitos reservados
Traduzido para o porrugues e impresso no Brasil sob o patrocinio da Internarional Association
for Assessment and Accreditarion of Laboratory Animal Care (AAALAC) e do Colegio
Brasileiro de Experimenracao Animal (COBEA), com autorizacao da Narional Academy of
Sciences e cessao de direitos autorais da Narional Academy Press
Traducao Jornalisra Guillenno Alezander Bntovchenco Rivera
Revisao recnico-ciendfica Medica-ve~erinaria Ekarerina Akimovna Bomvchenco Rivera
ii
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NOTA
O Manuel sobre Cuidedos e Usos de Animeis de Laboratorio foi
distribuido aos patrocinadores e ao publico em geral em 2 de janeiro de
1996 em forma de pre-publicacao. Em seguida, o Institute of Laboratory
An imal Research (I LAR) recebou co men tarios de usuarios e de mem-
bros da Comissao para Revisao do Menual, uma vez que se considera
esta publicac,ao um documento sujeito a modificac,6es, tendo em vista as
mudanfas ocorridas e o surgimento de novas informacbes. Com tal ca-
racterfstica, e possfvel enfatizar continuamente a abordagem de desem-
penho de dados fixos em contraposicao a abordagem tradicional.
Deve-se lembrar que o uso de metas de desempenho atribui uma
responsabilldade cada vez malor ao usuarlo e tem como consequencla
um aumento do bem-estar animal; entretanto, essas metas exigem uma
cuidadosa interpretacao, diferentemente da abordagem rradicional, que
nao da margem a possfveis interpretacbes.
Apoiados nisso, o National Research Council e os revlsores lndl-
cados empenharam-se em reallzar um trabalho o mais claro e preciso
possivel. Isso nao impedlu, no entanto, que alguns erros e ambiguidades
fossem identificados por leirores da c6pia pre-publlcada. Apontaram-se
erros de paglnacao, de ortografia e de referencla, bem como alguns con-
ceitos mal interpretados. Por lsso, apbs culdadosa verlficafao, procedeu-
se a algumas mudancas nesta edl,cao. Por exemplo, a pontuacao e a orto-
grafia foram corrlgidas e algumas palavras foram substitufdas para me-
lhorar a clareza, como a troca da palavra "desenvolver", pela expressao
"rever e aprovar", em descri;6es da avaliacao de projetos de alojamento,
hlgienizac,ao e selesao de camas dos animals feitas pela Comlssao sobre
Cuidados e Usos de Animals (IACUC). Vale ressaltar, estas sao respon-
sabilidades das pessoas que cuidam dos animals, nao da Comlssao, como
a palavra "desenvolver" podla dar a entender Tambem, a discussao sobre
o mo n i to ramen to da res tricao de alimen tos e l iqu ldos em pequen os an l-
mais foi.eselareclda pela inclusao da frase "tais como roedores".
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Sobre o Apendlce B ("Organlzaq6es Seleclonadas Relativas a Ciencia
de Animals de LaboratGrlo") da edlgao de revisao que foi enviada aos
revisores, em que se solicifavam orientafoes as organizaq6es que deve-
riam ser listadas, alerta-se que algumas foram incluidas na pre-publica-
fao e ourras posreriormenre. Por isso, consra uma nora de rodape repeti-
da rres vezes, lembrando aos leitores que o Manual foi escrito para um
pUblico inrernacional diversificado, e que, porranro, parte dele nao esra
sujeito a Pobtica do Servifo de Saude Pu61ica sobre Cuidados e Uso Huma-
nit~rio de Animals de La60rato'rio (Pu61ic Health Seruice Policy on Humane
Care and Use of La60ratory Animals) ou aos Regulamentos de Bem-Estar
Animal (Animal Welfare Regulations). Deve ser sublinhado, no enranto,
que aqueles submeridos a estas normas devem cumpri-las, ainda que o
Manual recomende uma abordagem diferente. Em todo o Manual, e
mencionada esta observafao, mesmo que tenha sido mostrada sua im-
portancia na introdufao. Para o institute of Laboratory Animal Resources
(ILAR), cada uma dessas modificaq6es ajudara os usuarios a interpretar
e aplicar as recomendaq6es, conforme previsto. Assinale-se, porf m, que
nao houve qualquer modiicafao substancial no conteudo da versao pre-
pu61icada.
A National Academy of Sciences e uma sociedade privada, sem
fins lucrativos, constiruida por academicos de distinfao empenhados
em realizar pesquisas cienrificas e tecnol6gicas, que se dedicam ao pro-
gresso da ciencia e da recnologia e a sua aplicafao ao bem-estar em geral.
Por meio de um decreto do Congresso Americano, em 1863, a Acade-
mia ficou obrigada a assessorar o governo federal em quest6es ciendficas
e recnicas. O atual presidenre da Narional Academy of Sciences e o Dr.
Bruce Alberr.
A National Academy of Engineering foi criada em 1964, sob de-
creto da National Academy of Sciences, como uma organizafao paralela
composta por engenheiros de desraque. E autonoma na sua administra-
fao e na selefao de seus membros e divide com a National Academy of
Sciences a responsabilldade de assessorar o governo federal. A National
Academy of Engineering tambem financia programas tecnol6gicos com
o objetivo de atender a necessidades nacionais, bem como estimula o
ensino e a pesquisa, alem de reconhecer as realiza:6es e conquistas dos
engenhelros. O presidenre da National Academy of Engineering e o Dr.
Harold Liebowitz.
..
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O Institute of Medicine foi criado em 1970 pela National
Academy of Sciences para garantir a participasao de tnemb ros em in e n -
tes de diversas profissbes na analise de quest5es politicas relacionadas a
saude publica. O Instituto atua sob a responsabilidade conferida a
National Academy of Sciences por um decreto do Congresso como as-
sessor do governo federal e, por livre iniciativa, identifica quest5es de
assistencia, pesquisa e ensino medicos. O presidente do institute of
Medicine e o Dr. Kenneth I. Shine.
O National Research Council (Conselho Nacional de Pesquisas)
foi criado pela National Academy of Sciences em 1916 com a finalidade
de congregar a ampla comunidade de ciencia e tecnologia nos propbsi-
tos da Academia, que eram de progresso do conhecimento e de
ass esso ramento do govern o federal . Atuan do de aco rdo co m as po liticas
gerais determinadas pela Academia, o Conselho se tornou a principal
agencia operacional tanto da National Academy of Sciences como da
National Academy of Engineering no que se refere a ptestasao de servi-
5OS ao governo, ao publico e as comunidades cienffficas e de engenharia.
O Conselho e administtado em conjunto pot ambas as Academias e
pelo institute of Medicine. O Dt Bruce Alberts e o Dr. Harold Liebowitz
sao, respectivamente, presidente e vice-presidente do National Research
Council.
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COMISSAO DE REVISAO DO MANUAL SOBRE CUIDADOS E USOS DE
ANIMAlS DE LABORAT6R10
J. Derrel Clark (presidente), Universiy of Georgia, College of Veterinary Medicine,
Athens, Georgia
Ransom L. Baldwin, Universiy of California, Davis, California
Kathryn A. Bayne, American Association for Accreditation of La boratory An imp Ca re,
Rockwille, Maryland
Marilyn J. Brown, Darthmouth College, Lebanon, New Hampshlre
G. F Gebhart, l Univetsirv of Iowa, College of Medicine, Iowa Ciy, Iowa
Janet C. Gonder, Baxter Healthcare Corporation, Round Lake, Illinois
Judith K. GwathmeY Harvard Medical School, Boston, Massachusetts
Michale E Kcciing, Universiy of Texas M.D. Anderson Cancer Center, Bastrop,
Texas
Demris F. Kohn, Columbia Universiry, College of Physicians & Surgeons, New York,
New York
J. Wesley Robb, Professor Emeritus, University of Southern California, Los Angeles,
Califomia
O toil le A. Smith, Un iversi y of Washington, S attic, Washington
Jo Ann D. Steggerda, Champaign, Illinois
John G. Vandenbergh, North Carolina State University, Raleigh, North Carolina
William J. White, Charles River Laboratories, Wilmington, Massachusetts
Sarah Williams-Blangem, Southwest Foundation for Biomedical Research, San Anto-
nio, Texas
John L. VandeBerg, Southwest Foundation for Biomedical Research, San Antonio
Texas (mem6ro ex officio)
Equipe
Thomas L. WolRe, diretot do Programa
Carol M. Rozmiarek, assistente do Pmjeto
Norman Grosshlatt, editor
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INSTITUTE OF LABORATORYANIMAL
RESOURCES COUNCIL
John L. VandeBerg (presidents), Southwest Foundation for Biomedical Research, San
Antonio, Texas
Christian R. Abee, University of South Alabama, Mobile, Alabama
J. Derrel Clark, University of Georgia, College of Veterina y Medicine, Athens, Georgia
MurrielT Davisson, TheJaciisorr Laboratory Bar Harbor, Maine
Ben net Dyke, Southwest Foundation for Biomedical Research, San Anronio, Texas
N eal L. First, Universi 7 of Wisconsin, Madison, Wisconsin
James W. Glosser, Massillon, Ohio
John P. Hearn, Wisconsin Regional Primate Research Center, Madison
Margaret S. Landi, Smithl
COMISSION ON LIFE SCIENCES
Thomas D. Pollard (presidents). The Joh n Hopkins UniversirySchoolofMedicine,
Baltimore, Maryland
Frederick R. Anderson, Cadwalader, Wickersham en Tafit, Washington, D.C.
John C. Bailar, 111, McGill Universiry, Montreal, Canada
John E. Burtis, Marine Biological Laboratory, Woods Hole, Massachusetts
Michael T. Clegg, UniversityofCalifornia, Riverside, California
Glenn A. Crosby, Washington State University, Pullman, Washington
Ursula W. Goodenough, Washington University, Se. Louis, Missouri
Susan E. Leeman, Boston UniversirySchool of Medicine, Boston, Massachusetrs
Richard E. Lenski, Michigan Stare University, East Lansing, Michigan
Thomas E. LovejoY Smithsonian Institution, Washington, D.C.
Donald R. Mattison, University of Pittsburgh, Pittsburgh, Pennsylvania
Joseph E. Murray, Wellesley Hills, Massachusetts
Edward E. Penhoer, Chiron Corporation, Emeryville, California
Emil A. Pfirzer, Research institute for Fragrance Materials, inc., Hackensack, New
Jersey
M alcolm C. Pike, l. niversiry of S ourhern Californ ia S chool of Medicin e, Los Angeles,
California
Henry C. Pirot, 111, McArdle Laboratory for Cancer Research, Madison, Wisconsin
Jonathan M. Samet,TheJohns HopkinsUnrversity, Baltimore, Maryland
Harold M. Schmeck, Jr., North Chatham, Massachusetts
Carla J. Sham, UniversiryofCalifornia, Berkeley, California
John L. VandeBerg, Southwest Foundation for Biomedical Research, San Antonio,
Texas
Quadro de Pessoal
Paul Gilman, diretor executive
..
PREF/CJO
O Manual sobre Cuidados e Usos de Animals de Laborat/Srlo ou
simplesmente o Manual foi publicado pela primeira vez em 1963, com
o ritulo Manual para Instalafoes e Culdados de Animals de La60rat6no.
Ele foi revisado em 1965, 1968, 1972, 1978 e 1985, e mais de 400 mll
c6pias foram distribuldas desde sua primelra edi,cao, o que comprova a
sua aceitafao como referencia basica sobre os culdados e os usos de anl-
mals. As modifica56es e os conteudos novos que lnregram esta serlma
edisao estao de acordo com o que se espera deste Manual, sempre sujei-
to a atuallzacao.
O objerlvo do Manual, conforme colocado a Comissao de Revi-
sao do Manual sobre Culdados e Usos de Animals de Laborato'rlo, e o de
auxiliar as lnstltul,cbes no zelo e uso de animals de modo cientifico,
tecnico e humanitariamente adequado. O Manual tambem se prop6e a
ajudar pesqulsadores no cumprlmento de suas responsabllldades de pla-
nejar e executar experimentos com animals de acordo com os mals altos
principios cientificos, humanitarios e eticos. As orientas6es se baseiam
em dados publicados, principios cientificos, oplni6es de especialistas,
experiencias com metodos e prIticas considerados consistentes sobre os
cuidados e usos humanitarios e de alta qualidade de animals.
As edicbes anteriores do Manual foram financiadas somente pelos
Institutos de Saude (National Institutes of Health NIH) e publicadas
pela editora do governo (Government Printing Office). Ja esra edisao,
dada a indica,cao de ampla urilizacao do Manual, contou com financia-
mento dos NIH, do Department of Agriculture e do Department of
Vereran Affairs e foi publicada pela National Academy Press.
O Manual esra dividido em quatro capitulos, que abordam os
assuntos principals que dizem respeiro a um programa sobre cuidados e
usos de animals, tais como politicas e responsabilidades insritucionais;
ambiente, alojamento e manejo dos animals; atendimento medico-vete-
rinario; e planta fisica dos alojamentos. Cada capltulo aborda ainda as
ix
responsabilidades das autoridades e das comissbes institucionais sobre
cuidados e usos de animals, bem como dos pesquisadores e dos veterina-
rlos.
Em 1991 uma comissao ad hoc nomeada pelo Institute of
Laboratory Animal Resources (ILAR) recomendou uma revisao do Ma-
nuaL Assim, em 1993, a National Research Council nomeou a Comis-
sao de Revisao do Manual sobre Cuidados e Usos de Animais de Laborato-
rio. Composto por 15 membros, esta Comissao incluiu pesquisadores,
veterinarios e nao cientistas que representam a bioctica e o interesse do
publico no bem-estar animal.
Antes de os trabalhos de revisao se iniciarem, solicirou-se a comu-
nidade cientlfica e ao publico em geral uma avaliacao escrita e oral do
Manual. As reunibes foram aberras e realizadas nas seguinres localidades
e datas: em Washington, D.C., em 1.~ dezembro de 1993; em San Fran-
cisco, Calif6rnia, em 2 de fevereiro de 1994; em St. Louis, Missouri, em
4 de fevereiro de 1994. As opinides dadas por escriro e os comentarios
feitos nessas reunides foram considerados muito importantes pela Co-
missao e por isso contribulram substancialmente para a revisao do Ma-
nual.
A Comissao agradece a William I. Gay e Bennett J. Cohen pelas
contribuicbes na elaborasao do Manual original. Em 1959, o Animal
Care Panel (ACP), atraves de seu presidente, Dr. Cohen, designou a
Comissao sobre Consideracbes Ericas no Cuidado de Animals de Labo-
ratbrio para avaliar o rraramento dispensado aos animals de Laboratbrio.
Esta Comissao, presidida pelo Dr. Gay, verificou a necessidade de defi-
nicao de padrdes para uma avaliacao mias objeriva dos programas que
cuidam de animals e, consequenremente, criterios mais apropriados para
a Comissao basear suas avaliacbes. A ideia teve o apoio da Comissao
Executiva do ACP e formou-se uma Comissao de Padr6es Profissionais.
Posteriormente, o NIH firmou um contrato com o ACP, com o objetivo
de "determinar e esrabelecer um padrao profissional de cuidados e insta-
lac,6es de animals de laboratbrio". A Comissao de Padrdes para Biotclios
do ACP foi presidida, porranro, pelo Dr. Cohen, que preparou o pri-
meiro Manval sobre Insta/afoes e Cuidados de Animeis de Laboratorio.
A Comissao de Revisao do Manval sobre C?vidados e Usos de Ani-
mais de Laboratorio agradece ao Animal Welfare Informarion Center, a
National Agriculture Library e ao U.S. Department of Agriculture pela
x
colaboracao na compilacao de bibliografias e referencias. Sem esta ajuda
este trabalho teria sido gigantesco. Os agradecimentos aos revisores des-
te volume, a Norman Grossblatt, pela preparac,ao do rexto manuscrito,
a Carol Rozmiarek, pela excelente assistencia de secretaria e elaboracao
de numerosos rascunhos, e a Thomas L. Wolfle, que coordenou todo o
processo.
Ai nda so l icita-se dos lei to res, no caso de se en co n trarem falhas na
elaboracao deste Manual, o envio de corre,coes e sugestoes para: Institute
of Laboratory Animal Research, National Research Council 2101
Constitution Avenue, NW, Washington, D.C. 20418.
Derrell Clark
Presidente da Comissao de Revisao do Manual sobre Cuidados
~ Usos de Animals de Laboratorio
xi
APRESENTA;AO
1
A intimidade entre o homem e os animais ja dura cerca de vinte e
cinco mil anos. O primeiro companheiro foi o cao, que chegou como
voluntario ao acampamento da tribo. O registro arqueol6gico sugere
que a tribo compreendia entao uma centena de humanos e uns vinte
caninos. Mil geracoes depois, nds, os herdeiros humanos, nao precisa-
mos de maita imaginacao para compreender a insuperavel vantagem
adaptativa da associacao. O cao guardava o acampamento, como ainda
hoje guarda nossas casas e coisas. Com sua velocidade, faro e ouvido
completava, como ainda hoje completa, a competencia do cac,ador hu-
mano; este entrava com sua visao, ferramentas e a capacidade de plane-
jar estrategias. Juntos, estes eximios s6cios cacadores passaram a alimen-
tar-se melhor e a gozar de mais lazer; ao fim de cada banquete, o cao
voltava a ter papel importante: como ate hoje o nosso bom caozhlho de
estimacao, a matilha encarregava-se da limpeza. A primeira vista, esse
servic,o apenas redozia os atrativos para outros predadores, aumentando
a seguranca. Mas, se olharmos melhor, euxergamos menos restos orga-
nicos no acampamento, consequentemente melhor higiene. Bem mais
recenremente, os castelos europeus da Idade Media eram menos imun-
dos gracas aos caes; em nossas casas modemas, raramente sobra comida
no chao se o cao tiver acesso. Melhores cacadas, mais alimentos, mais
higiene, mais seguranc,a, tudo compunha uma receita perfeita: tribo
com cao leva enorme vantagem sobre triho sem cao. Todos aqueles que
hoje tentam proibir a caca deveriam lembrar-se de que a primeira afini-
dade entre homem e animat teve precisamente a caca como funcao pri-
mordial Tambem nao esquecer que quando as coisas nao andavam bem,
o que de tempos em tempos seria inevitavel, a matilha passava de sScio
cacador a caca, virava comida disponlvel. Em algumas partes da Asia, o
cao ainda e alimento-padrao. Mas mesmo no Ocidente, onde essa dieta
reria poucos adeptos, caes foram ate recentemente devorados por explo-
xii
radores articos, por exemplo, como uma estrategia de sobrevivencia em
condicoes extremas.
De volta as orlgens: nos quinze mil anos entre a chegada do cao e
o inlcio da agricultura, fizemos progressos espetaculares. A agricultura
trouxe a casa e todos os outros animals domesticos; junto com a casa,
vieram os inimigos domesticos, ncnhum mais bem-sucedido que o rato;
depois vieram a industria e o comercio, as relacoes socials e pollticas, a
escrita e umas poucas centenas de invencbes tecnol6gicas que proporcl-
onaram imperios aos romanos e aos chineses: oito mil anos, da agticul-
tura a Julio Cesar. Hoje, as invencoes contam-se aos milhhes. Dols mll
anos, de Julio Cesar ao genoma.
A mensagem aqui e 6bvia: nosso DNA, selecionado ao longo de
milhares de geracoes humanas, e o de incontaveis geracoes de caes e
ratos gravaram profundo e agradecldo afeto mutuo entre homem e cao,
indlsfarcavel hostilidade reclproca entre homem e rato. Mas a verdadel-
ra relacao, em ambos os casos, e utllltaria. O cao sempre nos ajudou, o
rato sempre comeu de graca. E, de repente, o seculo ~ trouxe a novl-
dade lnesperada: o velho lnimigo tornou-se aliado importante. Mais de
95% da pesquisa concentra-se hoje no rato e no camundongo. Novida-
de que com certeza nao se imprimiu no DNA humano. Obedientes a
nossos genes, horrorizamo-nos todos com a pesquisa em caes, encaramos
com quase indiferensa experimentos em ratos e camundongos. A maio-
ria de n6s sequer percebe a dlferenca entre tato e camundongo. Nem
mesmo o bom Mickey Mouse, glamourlzado pelo genlo profetlco de
Walt Disney, nos ajuda por aqui.
Mas o que tem essas histbrias a ver com este Menuap Tudo! A
relacao entre 0 homem, que procura arrancar da natureza seus segredos
biol6gicos, e os animals, que comparecem como objeto de estudo, e,
como todas as outras, utilltarla. E, DNA a parte, afetos e 6dlos a parte,
temos um dever fundamental nessa telac50 temperar com humanldade
nosso trato com os objetos de nossa investigacao.
O Brasil nao possui legisla,cao que efetlvamente regule o uso de
animals para pesquisa, em ambito naclonal. Alnda esperamos de nossos
legisladores a aprovacao de projeto de lel que regule a materla. Na falta
de legislacao, segulmos normas lnternaclonais. Por lsso, a tradu,cao e a
adaptacao para o portugucs deste Mar~val eliminam uma lacuna lmpor-
tante. A iniclatlva parte do Coleglo Braslleiro de Experimentacao Ani-
mal (COBEA) e da AAALAC (Association for Assessment and
Accreditation of Laboratory Animal Care). A todos os que direta ou
indiretamente participam da vida cientifica brasileira, da area biol6gica,
este Manual e um documento essencial, verdadeiro mapa da mina. Ori-
ginalmente prodazido pelo National Research Council dos Estados
Unidos, destina-se principalmente aos profissionais da area de saude
en carregados desses as p ectos esse nci ais da i nfra- es tru tura da cienci a : a
criasao, o manejo, o controle de qualidade e o fornecimento de animals
para pesquisas. Mas deveria ser encarado como texto de leitura e consul-
ta essencial para o usuario final, para quem quiser pesquisar com plena
consciencia dos mais recentes desenvolvimentos na politica de uso e
manejo de animals de laboratbrio. Embora nao seja, nem pretenda ser
um discurso sobre a etica da pesquisa, fornece valiosos subsidios a quem
encara a pesquisa nao apenas como um oficio, mas como uma rarefa de
amor a humanidade e ao meio ambiente. Quando finalmente tivermos
legislasao federal regulando o problema, entendemos que este Manual
sera fundamental para a regulamentasao do diploma legal.
A guns agradechnentos sao essenciais. Em primeiro lugar, ao dou-
ror John Vandeberg, de San Antonio, Texas, e ao doutor Milton Thiago
de Melo, da Associasao Mundial de Veterinlria, pelos esforsos que fize-
ram para que esta tradusao fosse possivel; ao jornalista Guillermo
Alexander Botovchenco Rivera (tradutor) e a doutora Ekaterina Akimovna
Botovchenco Rivera, da Universidade Federal de Goils, pela tradusao e
revisao deste texto. Finalmente, ao doutor John Miller, presidente do
AAALAC, e a doutora Silvia Ortiz, presidente da COBEA, pela iniciati-
va e pela incansavel luta para que o Manual viesse a luz em sintonia com
o 1." Congresso Internacional sobro o Futuro da Pesquisa com Animals.
Sao Paulo, outubro de 2003.
Mauricio Rocha e Silva
Faculdade de Medicina - Universidade de Sao Paulo
xiv
SUMARIO
Introdusao
Regulamentos, Politicas e Principios 2
Ctiterios de AvaliaSao
Animals de Fazenda 4
Especles Nao-Tradlcionais 6
Pesqulsas de Campo 6
Visao Geral 7
Referenclas 8
1. Politlcas e Responsabilidades Instltucionals 10
Monitoramento sobre Cuidados e Usos de Anlmais 11
Atendlmento Medico-Vetetinario 16
QualificaSoes e Treinamento de Pessoal 16
Saude e SeguranSa no Trabalho de Pessoal 18
Referencias 24
2. Annbiente, Alojamento e Manejo de Animals
Ambiente Fislco....................
Manejo Comportamental...
Crlasao .............................................................................................
Manejo Populacional 61
Referencias 63
............................... 27
................................. 28
3. Atendimento Medico-Veterlnario 7 5
Aquisisao e Transporte de Animals 76
Mediclna Preventlva
Dor, Analgesia e Anestesla
Eutanasla
Referenclas
.................. 77
.............................. 86
................................ 88
................................ 89
4. Planta Flslca.....
Areas Funclonals........................................................................
..... 96
... 97
Diretrizes para Constru,cao 98
Instala,cbes para Cirurgia Asseptlca 105
Referenclas 10 8
Apendice A: Bibllografia Selecionada 110
Apendlce B: Organiza;6es Selecionadas Relatlvas a Clencia
de Animals de Laborar6rio 138
Apendice C: Algumas Leis Federals Relevantes sobre
Cuidados e Usos de Animals 154
Apendice D: Polltica do Serviso de Saude Publlca e
Prlncipios Governamentais Referentes aos Culdados e
Usos de Anlmais 156
159
Publicacbes relaclonadas l63